27.2.04

À conversa no autocarro (II)

Conta-nos o JMF que por "Espanha" se «defende um método alternativo às sondagens: a frequência dos transportes públicos». Mas uma amostra assim - sendo merecedora de registo - será cada vez mais aleatória.

Todos os anos, o número de utilizadores dos transportes públicos diminui. E, nestes casos, não podiam ser sondados o Zé e a Maria, tão queridos de Durão e Portas. Afinal, dizem-nos sociólogos e cronistas políticos, que o Zé e a Maria saem todos os dias, manhã cedo, dos seus apartamentos suburbanos de classe média, para enfrentar as bichas do IC19 ou da VCI. E o que seria deles (políticos) sem poderem invocar em cada missa profana (congresso) o Zé e a Maria?