16.5.08

Nos próximos dias, seguir os passos de Corto...
Voltamos já.




[perdoe-se o acompanhamento musical]

15.5.08

[partir]

A cruz deles


Trabalhadores birmaneses reparam uma linha de electricidade nos arredores de Rangum. As Nações Unidas alertaram para a aproximação de novas tempestades. (AP Photo)

Cromos a sério

Cá em casa mora a indecisão. Fazer ou não os 500 e muitos cromos?! A caderneta está ali à espreita.


Sim, Ana, nós ainda temos isto... dos cromos!

Cromos

«Um grupo de deputados sorridentes, - na imagem estava um grupo do PS, mas deve haver dos outros partidos, - fez um beija-mão no parlamento ao Presidente do Futebol Clube do Porto, uns dias depois deste ser condenado por um tribunal desportivo e vindo quase directamente de um outro tribunal onde é acusado de um conjunto de crimes. Não admira que estivesse bem disposto, rei e senhor que é destes deputados que não têm vergonha nenhuma.» [Pacheco cheio de razão]

14.5.08

Em suspenso

Já há jacarandás floridos e barraquinhas - as de sempre, que a APEL não gosta do livro nem da feira, e por isso prefere expositores que não ajudam a expor. Agora não se sabe se há feira. Ter ali pavilhões diferentes chateia a APEL. Mas a APEL ainda não percebeu que os leitores gostam da feira com todos, seja nas barraquinhas ou com pavilhões modernaços.

Não fumarás

Velha lição de moral: não imporás aos outros o que não fazes, sobretudo em público.

Jovens

«[...] será que «no seu tempo» o jovem Aníbal António se interessava pela política? Se sim, folgo muito, pois não fazia a menor ideia de que tal pudesse ter ocorrido.» [Rui Bebiano]

Um ano

um ano deixava o desemprego, recomeçava a trabalhar. Um ano depois continuo convencido da iniquidade da legislação sobre o desemprego, em que o desempregado é tratado como o perigoso skinhead, que tem em casa armas ilegais e propaga o ódio: têm as mesmas apresentações periódicas, só muda o local. Mas isto não parece preocupar sindicatos, partidos, nem o bastonário da Ordem dos Advogados.

13.5.08

Muros

Falta de prática

«O casamento estável entre um homem e uma mulher é um dos "princípios não negociáveis" para uma "correcta convivência civil e cristã", defendeu hoje o cardeal Saraiva Martins no Santuário de Fátima.» [Lusa]

Há uma defesa tão intransigente de um sacramento que data da Idade Média que isto acaba por afastar. Cuidasse o cardeal Saraiva das famílias, como cuida dos seus santos, e isto era um mar de beatificações. Só que a família de todos os dias é coisa mais difícil de viver e construir, mas isto é coisa que muitos cardeais, bispos e padres desconhecem por falta de prática.

Rufar de tambores

Lembram-se dos Galarzas?! A banda mais espectacular da blogosfera nos seus idos de Março, acaba de se revelar sentada ao sofá.

12.5.08

Criminosos

O Jornal de Angola (leia-se: o Pravda angolano, bem soviético no estilo e calúnia) comenta e critica jornalistas portugueses invocando a liberdade de imprensa, o que não deixa de ser um paradoxo vindo da voz do papagaio que é este pasquim (que não compreende que os patrões não metem o bedelho nos assuntos editoriais). Ali todos os que ousam dizer um ai sobre Angola são logo corridos a insultos, de José Eduardo Agualusa a Bob Geldof. Chamar criminosos à clique de mafiosos que desgoverna o país, como fez Geldof, é pouco. A liberdade das coisas simples, como criticar quem compra mercedes-topo-de-gama enquanto o povo morre de fome, custa a aprender. A democracia nunca foi coisa que se ensine assim. Vive-se e pratica-se. O editorialista do jornal nunca o entenderá.

Obrigado Rui

[foto Manuel de Almeida/Lusa]

Censura

José Sócrates terá dito que havia motivos para censurar o seu Governo. Há muitos, já o escrevemos aqui. Mas o instrumento da moção de censura deve ser usado com parcimónia. Foi por causa de uma coisa dessas que gramámos com o Cavaco Silva por dez anos - e agora, claro. Maior motivo de censura merece no entanto este meu Benfica do 4º lugar. Por deixar que, para o ano, Portugal seja despachado da Champions depressa e bem.

[reparo agora que me falta o Hector Zazou]

10.5.08

[A mais bela dança]

Dias na cidade

Quando a morte nos atropela, a cidade fica em suspenso. Lá fora, os carros seguem velozes, indiferentes. Cá dentro mora a incredulidade. De um tempo que é de vida.

7.5.08

Lavrador

O novo bispo auxiliar do Porto tem no seu currículo «a reactivação do Centro Académico de Democracia Cristã (CADC)», do qual foi assistente eclesiástico. Should I say more?

Igreja velada

Prepara-se a nomeação de um novo bispo auxiliar para o Porto. O nome é péssimo, não augura nada de bom, e só faz pensar em como a Igreja insiste dar tiros nos pés. Ámen.

[a notícia]

Liberdade de BESpressão

O BES não gostou de ouvir Bob Geldof, o seu convidado, dizer que Angola é gerida por criminosos. Se calhar, porque o BES terá negócios com esses criminosos. Que é o que o Governo de Luanda é. Mas já temos um padrão: o BES gosta de negócios estranhos, como em Benavente, e detesta a liberdade de expressão, como quando retirou os anúncios do Expresso.

[actualizado: «O BES, vertente financeira do Grupo Espírito Santo, está presente em Angola através do BESA, que conta com 20 por cento de capital angolano. Entre os accionistas locais está a filha do presidente, Isabel dos Santos.» - lido no Público de hoje.]

Lembrar de novo (ilustrado)


Porque não há fotos de mortos de um ciclone que matou mais de 22 mil?

6.5.08

Lembrar de novo

Portugueses com fome

Há quem não queira ver, prefira olhar para o lado, assobiar. Há portugueses com fome. Podemos desconfiar das estatísticas, dos alertas que nos chegam, mas quem está no terreno, e sabe melhor, diz-nos que há mais gente, mais portugueses com fome. Só isto devia fazer-nos parar para pensar – e agir. Só isto devia acautelar o discurso sempre confiante, optimista, de amanhãs que nunca derrapam do Governo.

A mim pouco me importa que o défice baixe duas décimas, que o desemprego caia zero-vírgula-qualquer-coisa por cento. Enquanto houver um português que seja a passar fome (e a morrer de fome, saberemos quantos são?), o Governo não devia sorrir, muito menos assobiar para o lado ou reclamar que assim é que continuamos bem.

Não continuamos nada bem. Anos e anos de combate ao défice, de sacrifícios para lutar contra este papão não nos melhoraram a vida, nem a carteira. Agora, a fome! – sim, há portugueses que não têm dinheiro para o pão. E as mais de mil toneladas recolhidas pelo Banco Alimentar não nos deviam satisfazer. O bom era, ano após ano, ser cada vez mais pequena a necessidade de uma organização assim.

[a minha crónica hoje no 24 Horas]

Falar de tanque cheio

Os preços dos combustíveis atingiram um novo recorde nos EUA (nada que se compare ao que pagamos cá, mas que faz muita mossa num país onde os carros são quase todos XL-glutões). Bush naquele seu jeito idiota com que fala das coisas graves, não pediu outras soluções de transportes ou combustíveis. Preferiu pedir cortes permanentes dos impostos e um aumento da produção de... petróleo.

5.5.08

Falar com a boca cheia

«O capitalismo sem falência é como o cristianismo sem inferno», comentou Warren Buffett. Mas o inferno, devia saber o suposto homem mais rico do mundo, não existe. Existe o mal. Como a riqueza obscena de tão poucos buffetts para a pobreza de tantos.

Menezes tinha prometido ficar em silêncio no próximo ano e meio. Mas, sabíamos, era uma questão de dias

"Às críticas de Rui Rio feitas nos últimos dias, Luís Filipe Menezes responde com declarações sobre o carácter do autarca do Porto. A entrevista de domingo ao JN terá sido a gota de água que levou o ainda líder do PSD a quebrar o silêncio: Foi «um acto espúrio de má educação e mau carácter de Rui Rio. Se não fosse por isso, não faria qualquer comentário»." [in PD]
Teremos, certamente, muitas outras gotas de água.

4.5.08

No sorriso louco das mães

No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batem
os dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.
Gotas e candeias puras. E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.
Seu corpo move-se
pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões
e orgãos mergulhados,
e as calmas mães intrínsecas sentam-se
nas cabeças filiais.
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,
vendo tudo,
e queimando as imagens, alimentando as imagens,
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
Flores violentas batem nas suas pálpebras.
Elas respiram ao alto e em baixo.
São silenciosas.
E a sua cara está no meio das gotas particulares
da chuva,
em volta das candeias. No contínuo
escorrer dos filhos.
As mães são as mais altas coisas
que os filhos criam, porque se colocam
na combustão dos filhos. Porque
os filhos são como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,
e atiram-se, através deles, como jactos
para fora da terra.
E os filhos mergulham em escafandros no interior
de muitas águas,
e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos
e na agudez de toda a sua vida.
E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,
e através dele a mãe mexe aqui e ali,
nas chávenas e nos garfos.
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até somente ser possível amar tudo,
e ser possível tudo ser reencontrado
por dentro do amor.

Herberto Helder

O largo sorriso

A Rita traz-nos sempre um largo sorriso nos olhos. Ontem maior ainda, no baptismo.

2.5.08

Samba de várias notas

Policiais da 17ª DP (São Cristóvão) descobriram que Francisco do Pagode não abandonou o apelido de Tuchinha, ganho nos anos 80 quando chefiou pela primeira vez o tráfico de drogas no morro. [dica do Hugo]

Ineficiências

Dizem-nos hoje que os programas para desempregados são quase ineficazes. Não fui, quando estive nessa condição, abrangido por nenhum deles, mas sobre a eficácia do IEFP e seus centros de emprego fiquei muito habilitado. Quando se fala de apoios destes, vejamos na prática o que eles fazem por quem está aflito: chamam-nos para uma entrevista, onde sem privacidade (não imaginam as histórias canalhas ou miseráveis que ouvi enquanto eu era atendido) debitamos habilitações e competências para um formulário que os ajudará a chamar-nos para entrevistas. Nunca fui chamado. Deram-me uma pastinha muito gira, cheia de folhinhas, para arquivar o CV e cartas e e-mails e papéis que utilizasse durante o processo... Ganhei mais um arquivo. E teria de me humilhar, sob termo de identidade e residência, a comunicar saídas da cidade. Nunca comuniquei, não sou criminoso. Posto isto. O que o Banco de Portugal descobriu não é novidade. O desempregado desenrasca-se sozinho ou... lixa-se.

Ir à luta


Balla, O fim da luta

1.5.08

Primeiro de Maio

Os bombos e as palavras de ordem já desceram a Avenida. A luta continua algures nos comícios, ao longe na cidade. Aqui trabalha-se. Há contentamento pois, ao fim de um ano. Mas a luta continua.

Peço desculpa, mas insisto


Scarlett Johansson, Falling Down
[do novo álbum, a editar este mês]


e os seus antecedentes, adequadamente ilustrados:


Scarlett Johansson, Summertime (com imagens de Lost in Translation)

30.4.08

Abril de fecho

Há um discurso que por esta época faz caminho. Que teria sido melhor continuar com Marcelo, sem sobressaltos, que a seu tempo a democracia seria nossa. A direitalha que vibra com a ideia, invoca crescimentos económicos, esquecendo que - só com a democracia de Abril - o país deu de facto o salto, económico, social e cultural. Estes saudosos marcelistas-estadonovistas são os mesmos que depois batem forte e feio na Cuba de Castro, mesmo com as medidas de abertura de Raul Castro. Eu, por mim, quero mesmo o fim da ditadura castrista (versão Fidel ou Raul). Com rupturas, sem marcelices.

29.4.08

O estudo que Cavaco (tres)leu

Apenas um rápido apanhado das principais conclusões do famoso estudo citado pelo Presidente:

«os índices de participação social dos jovens são mais elevados do que os da restante população, facto que não se deve exclusivamente à pertença a associações estudantis ou a grupos desportivos»;

«os jovens seguem este padrão, mas com uma nuance importante: em geral – e mais uma vez exceptuando o voto – tendem a ser menos cépticos do que os mais velhos em relação à eficácia de todas as formas de participação política, convencionais ou não»;

«entre os mais jovens (15-17 anos) e os jovens adultos (18-29 anos), essa insatisfação [com o funcionamento da democracia] é algo menos pronunciada do que entre os mais velhos, assim como tendem a existir entre eles atitudes mais favoráveis (especialmente entre os mais jovens de todos) a reformas incrementais e limitadas na sociedade portuguesa»;

«os níveis de disponibilidade para a participação e de participação real dos mais jovens podem ser vistos como sendo comparativamente elevados tendo em conta a sua posição no ciclo de vida».

É de mim, ou o senhor Presidente forçou a nota, acompanhado pelo coro das velhas?!

Os dias a seguir. Abril ainda - e sempre

«A ansiedade pela certeza de que o 25 só seria uma vitória se aquelas portas se abrissem. As notícias que iam chegando e que nem sempre eram boas.

Abriram-se, tarde na noite.

A imagem aqui ao lado entrou-nos pela casa dentro dezenas, centenas de vezes. Em tempos, tirei-a eu do filme «Caminhos da Liberdade». Gosto dela assim.» [Joana Lopes, Entre as brumas da memória]


[e como gosto de ter uma Madrinha assim...]

Força, companheiro Vasco

«No filme A Vida de Brian, dos Monthy Python, uma das personagens mais estúpidas pergunta “mas afinal, que fizeram os romanos por nós?”. Alguém sugere: “o aqueduto”, “os esgotos”, “as escolas”, “as estradas”, e por aí adiante. O primeiro vai ficando irritado até que finalmente se vê forçado a responder: está certo, mas tirando os aquedutos, os esgotos, as escolas, as estradas, o direito, o comércio, e essas coisas todas — que fizeram os romanos por nós?

Na sua crónica de sábado sobre “O 25 de Abril”, Vasco Pulido Valente [VPV] garante-nos que “tirando as leis que instituíram a democracia, o PREC não deixou uma única reforma necessária e durável”. Com os termos definidos por VPV, em que 25 de Abril e PREC são tratados como intermutáveis, eis de novo a questão de A Vida de Brian: “mas afinal, que fez o 25 de Abril por nós?”.

Só que a resposta de VPV é mais divertida: “tirando as leis que instituíram a democracia”, nada. Por outras palavras: tirando eleições livres e justas, imprensa sem censura, extinção da polícia política, partidos políticos, fim da tortura e dos presos de opinião, liberdade de manifestação e associação, que fez o 25 de Abril por nós? Nada.

Alguém diz: então e a guerra? Eu não sei se o fim da guerra é uma “reforma”: para mim, é melhor do que isso. Ora, diz VPV, o “abandono de África não provocou nenhuma resistência interna, provando a artificialidade do imperialismo indígena”. Pois tirando o fim da guerra, que foram treze anos de “nenhuma resistência interna” mais a “artificialidade” de uns milhares de mortos, temos o quê? Nada.

***

E que reformas nos deixou o PREC? Três ao acaso: universalização das pensões de reforma, generalização das férias pagas e Serviço Nacional de Saúde. Mas não sei se cabem na definição de “necessárias” e “duráveis” de VPV. Terá sido a extraordinária diminuição da mortalidade infantil “durável”? Para os interessados, parece que sim. Terão sido necessárias as pensões adicionais? Para o milhão que passou a usufruir delas em poucos anos, sim. E as férias? Essas, como diz toda a gente, são muito necessárias mas pouco duráveis.

Recapitulemos: tirando os recém-nascidos que sobreviveram, os velhos que recebem pensões, os jovens que não foram à guerra e lotaram as universidades, os adultos que gozaram férias e o pessoal todo que viajou para o estrangeiro sem ser “a salto” e nem precisar de passaporte, que fez o 25 de Abril por nós? Nada.

Vasco Pulido Valente tem no entanto razão se pensarmos que em qualquer revolução há sempre coisas que já vinham de antes e outras que ocorrem depois, que a história é uma coisa atrás da outra, e que o resto é conversa. Um exemplo: a entrada na UE não é o 25 de Abril. Mas é muito duvidoso que chegássemos a uma coisa sem a outra. A não ser, é claro, para as mentes retroactivas da direita portuguesa, que ainda lamentam Marcelo Caetano porque nunca deixaram de acreditar que a única maneira de nos aproximarmos das democracias teria sido sempre dar mais tempo aos nossos regimes autoritários.

Em suma: tirando esse pormenor da democracia, tirando a descolonização e tirando o desenvolvimento, que fez o 25 de Abril por nós? Ridiculamente pouco, pelo menos se comparado com Vasco Pulido Valente, que só nos últimos meses já nos garantiu, para além desta pérola, que Menezes chegaria a primeiro-ministro e Mitt Romney seria o próximo presidente dos EUA.» [Rui Tavares, no Público de ontem]

28.4.08

Ignorantes, sem respeito, ai os jovens

“As crianças de agora amam os luxos; têm más maneiras, desprezo pela autoridade; mostram desrespeito pelos mais velhos e adoram tagarelar (…) devoram a comida nas mesas e tiranizam os seus professores.”

Quem foi que disse? Quem? Respostas aqui. Para cavacos aprenderem.

Credibilidade

«Foi ministra da Educação do Governo de Cavaco Silva, entre 1993 e 1995, altura de forte contestação por parte dos estudantes do Ensino Superior. Já com Durão Barroso no cargo de primeiro-ministro, entre 2002 e 2004, ocupou a pasta das Finanças.« (da Lusa)
Numa e noutra pasta Manuela Ferreira Leite falhou, mas hoje (dizem-nos) é credível. Estranha credibilidade que se ganha olhando para os restantes quatro candidatos.

26.4.08

Um livro de Abril

Maria
é
a
protagonista.
Ela,
uma
bicicleta
e
a
música.

Oito
objectivos.
Simples.

25.4.08

Ignorância, 3

Também encomendei um estudo. Ontem, no autocarro 773, da Carris, seis miúdos desbobinavam o que é o 25 de Abril. "Acabou o salazarismo", juntou uma velhota. "Morra o Salazar", riu-se o miúdo saindo do autocarro. O meu estudo mostra que os jovens sabem o que foi o 25 de Abril. Pum!

Ignorância, 2

"Hoje, o 25 de Abril, é só um feriado para ir para a praia", lamentou-se Inês Serra Lopes, na SIC Notícias. Que bom que é assim! A democracia também se faz a ir para a praia. A liberdade também é isto.

Ignorância, 1

O Presidente está impressionado com a ignorância dos jovens mas quando primeiro-ministro deu fortes machadadas no associativismo juvenil nos anos 90. Preferia os jovens a agitar bandeirinhas.

Saímos à rua de cravo na mão



FMI, de José Mário Branco (via Arrastão), de que já tínhamos publicado o texto na íntegra

25 de Abril. Sempre

boomp3.com

José Mário Branco, Queixa das Almas Jovens Censuradas (Natália Correia) [via JMF]

24.4.08

Um romântico, já se sabe

Calor para este fim-de-semana

Três anos depois, ele não aprendeu, nós não esquecemos


[para avaliar melhor a pose de estado, clicar na imagem]