2.4.08

Amanhã

«Nós somos um rio»

Lembram-se da música? Uma xaropada que não ia parar, e não parou mesmo, que nos deu dez anos longos de cavaquismo... Agora, talvez lembrado dessa época áurea, Pacheco Pereira acha que Rui Rio é que é. Sim, para líder do PSD. Deve ser para defender a tese: um mau presidente da Câmara dará um bom primeiro-ministro. Só que como provou à saciedade Santana Lopes, a coisa de facto não se passa assim.

Casamentos

O meu casamento é misto: um baptizado casado com uma não-baptizada. Se o acordo foi entre os dois, a "autorização" para a sua "misticidade" teve de ir ao bispo, que (não conhecendo os nubentes) assinará sempre de cruz. A menorização da responsabilidade dos nubentes começa nestes pequenos gestos. (Já não falo do questionário feito.) É esta a pecha católica: menorizar os casais, homens e mulheres, porque por natureza se desconfia de cada um. A seguir, a desconfiança eterniza-se, se o casamento der para o divórcio: os divorciados que não podem recasar, os divorciados proibidos de comungar... Já aos casados, permite-se tudo, inclusive a violência. Com ou sem autorização eclesial.

Notável caixinha

Vejo um episódio do CSI NY que se resolve com uma viagem ao Second Life. A TV americana é neste momento um poço de originalidade e criatividade. Ganha o cabo, perdem as generalistas imersas na banalidade das telenovelas.

O post anterior...

... perdeu validade às 23h59. Era a mentirinha do dia 1. Aqui, neste espaço permito-me a este jogo. Nos jornais, é tradição que felizmente vai caindo em desuso.

1.4.08

À bomba!

Extra! Extra! extra! Pacheco Pereira acaba com o seu Abrupto. Abruptamente.

Advogado do diabo

O bastonário dos Advogados veio clamar pela libertação de Manuel Machado, um extremista perigoso, que estará preso, diz-nos este senhor Marinho, por ideias. Não está: foi preso por ter na sua posse armas proibidas, e outros crimes graves, incluindo ameaças públicas a uma juíza, que teve de ter protecção policial - tudo muito longe da vítima que vergonhosamente Marinho fez dele (como já Pacheco o tinha feito). O senhor Marinho devia pedir desculpas públicas. Ou demitir-se.

Não é mentira

D. Jorge Ortiga foi o reeleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. Faltou a terceira via, que não era Policarpo.

Jaime Gama insiste que não tem nada a corrigir nos seus elogios a Jardim. A esta gente, falta-lhes coluna.

A taxa de fecundidade atingiu um ponto baixíssimo: 1,35 filhos por mulher. Acolher famílias de imigrantes, reequacionar políticas de adopção, incentivar a maternidade e a paternidade são os caminhos a seguir.

O FC Porto e o Boavista podem descer de divisão e perder pontos. Poder, em Portugal, é um verbo que se conjuga no futuro impossível.

31.3.08

Nomenclatura

A Carris voltou hoje ao horário de Inverno. E assim será (salvo alguns dias) até 20 de Junho, para um regresso a 20 de Setembro. Para os horários da Carris, Portugal tem tempo de invernia durante uns longos dez meses, entrecortados por "férias escolares". E se chamassem antes horário escolar ao período de Setembro a Junho?!

Traulitada eclesial

Da rápida imersão aos jornais destes últimos cinco dias, vejo que os senhores bispos gostam do divórcio à pancada. Eu preferia de outra maneira, mas eles de divórcio litigioso sabem muito. É ver a ruptura com padres que abandonam... ou fiéis que descrêem.

Portugal

Visto de cima, o país está quieto. E desordenado.

Foi mais aqui


... mas vale mesmo a pena.

25.3.08

Ir ali e voltar. Até já

Telemóveis

Resisti ao telemóvel, o primeiro que tive foram os amigos que mo puseram nas mãos, em festa de anos. Agradeci, por poder falar mais facilmente. Mas não percebo o excesso de telemobilização de toda a gente. Se o tenho desligado, sou repreendido, como se não o pudesse ou devesse desligar - no cinema ou mesmo na missa. Os papás querem que os filhos estejam sempre contactáveis, para nada, e telefonam mesmo para a escola, em horário lectivo. Na sala de cinema, a tiazoca atendeu três vezes - eu explodi: "Não conhece o botão do off?!" O que falta então é respeito. Acham(os) que devem(os) estar sempre comunicáveis, mesmo quando não devem(os). Fizemos do telemóvel omnipresente, como se fosse necessário. Os miúdos - devidamente instruídos pelos adultos - fizeram da máquina objecto inseparável e imprescindível, estejam a jantar com família e amigos, estejam na sala de aula. Depois, admiramo-nos todos com a pequena bezerra a gritar pelo seu deus menor, enquanto a professora é humilhada. A autoridade (coisa que não quer dizer nada) chama-se falta de educação, e os papás é que se esqueceram dela.

13 de Abril

Não vá o diabo tecê-las e o Fisco lembrar-se, só emitirei qualquer opinião sobre a douta vontade de tornar os noivos em agentes à paisana das Finanças no dia 13 de Abril. A 12 passam cinco anos sobre esse dia memorável e único, por isso - prescrevendo qualquer coisinha - poderei falar...

24.3.08

Breathe, keep breathing I can't do this alone


Radiohead, «Exit music (for a film)»

23.3.08

Páscoa

«Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar. Enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar.»

Manhã

«E bem cedo no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo.»

21.3.08

Serviço

«E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona.»

20.3.08

Cheira-me...


... que é uma espécie de dream team. Será, será.