A
Glória Fácil está a
gerir o silêncio. O seu silêncio. Terrível tarefa, reconhece
Ana Sá Lopes: «
É preciso que os receptores (do silêncio) não incorram na imediata e fatal dedução segundo a qual quem está calado, regra geral, não tem nada para dizer.» Ora, também por terras de
Aviz, o silêncio se faz de sugestões:
«A noite», lembrou Francisco José Viegas (citando um jovem poeta), «é a plataforma/ da vinda áspera do coiote» - e foi à sua vida. Mas nós temos saudades, depois destes silêncios.